2. Autofagia Eclesiástica

2 Timóteo 4.14
Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras.

Quer-se transparecer que o ambiente está tranquilo e dentro de uma natural normalidade, pois vêem-se membros empenhados e dedicadamente servis.

Preparam-se cursos de formação de líderes e a adesão é muito boa. Jovens e adultos aprendem noções básicas de eclesiologia, teologia bíblica e pastoral, interpretação bíblica, preparação de mensagens, pregação e como dar aulas, administração eclesiástica e tantos outros temas.

Formam-se líderes. Equipa-se a igreja. Multiplicam-se caciques. Há poucos índios. O planejamento estratégico quadrienal sofre resistência para se abrir grupos familiares, pontos de pregação, congregações. Os olhares se voltam para liderar pra dentro, e dentro dos próprios muros locais. “Este é meu … Esse é seu!”

Alerta-se, direta e pessoalmente, que os vocacionados devem ir para a formação acadêmica e seguirem sua vocação em outro lugar, que não a própria igreja.

Indiferentes aos alertas, permanecem. Querem seu quinhão, pois agora têm formação. Uma mordidinha aqui e outra acolá. O ambiente se deteriora. Confrontos com a liderança aparecem. Usurpação.

A autofagia, ou seja, comer a si mesmo até a autodestruição, é resultado da desobediência ao chamado vocacional e ao IDE de Jesus. Igrejas autofágicas não enviam, não evangelizam, não abrem congregações. Retém seus membros e prepara-os para o embate interno até que se autodestruam. Comem a si mesmos; atacam seus líderes e pastor até que tenham a sensação de que dominam o lugar. Engano.

Comer a si mesmo só traz a extinção do corpo e da comunhão. Portanto, quem é vocacionado deve ir, liberando a igreja e o pastor deste inconveniente.

Publicado por Geraldo Santos

Diretor Comercial da Editora Divas Diretor Presidente do Portal NCOISASSP Pastor da ICEB

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