
1 Coríntios 13.4-7
O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
É certo que tratar com indiferença uma determinada situação torna-se muito mais invasiva quanto ao dano que se quer causar.
Há, entretanto, um questionamento básico a se responder, que é o por quê de se tratar com indiferença determinado assunto ou circunstância.
Mas, depois de ajuntar algumas peças e perceber outras atitudes das pessoas, somando-se à percepção de outros sobre a problemática, consegue-se um denominador comum, que é o aspecto pessoal.
Algumas fases antecedem a indiferença que retrata o aspecto pessoal, são elas: 1) Objeção – quando não aceitar, não querer, não permitir são atitudes comuns no embate; 2) Imposição – quando impedir, obrigar, investir contra é o que se faz; 3) Perseguição – quando se tenta arregimentar aliados, buscando posições favoráveis de outros. Depois dessas fases vem a INDIFERENÇA.
É exatamente nesta fase que descobre-se o aspecto pessoal das ações. Por não haver justificativas plausíveis para os intentos, emerge a PESSOALIDADE, as posições pessoais, a reação à pessoa, uma ojeriza escancarada.
Como isso é percebido facilmente por outros que venham a tomar conhecimento dos fatos e motivações, a indiferença é o meio de se esconder os desígnios do coração. Ela aparenta ser pacificadora, porém seu caráter isolacionista e a exclusão que atenta, são mais danosos que o embate em si.
Portanto, toda indiferença tem, sim, o propósito do ataque pessoal, do preconceito dos fatos e das pessoas. E isso tem acontecido muito no meio evangélico, especialmente entre líderes e liderados.
Desta forma, como acreditar no carisma expressado nos relacionamentos e nos momentos festivos, se na primeira oportunidade vai transparecer que toda a questão era pessoal?