
“Dai a César o que é de César; e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22.20,21).
A matéria de EXAME, em foco, reporta-me para a esperteza dos FARISEUS e dos HERODIANOS. Os primeiros, diziam ser os que mais zelavam da Lei de Deus; os outros, partidários da casa de Herodes e seu interesse era notoriamente político.
Estes dois grupos se ajuntaram com o intuito de pegarem Jesus em alguma falta, e armaram uma cilada perguntando-lhe se era lícito pagar impostos. Se Jesus dissesse NÃO, seria julgado pelos HERODIANOS; se dissesse SIM, os judeus o acusariam de transgressor da Lei por incentivar a sujeição e o culto ao Imperador, visto que o Denário cobrado no imposto trazia referência à adoração ao imperador e pregava sujeição.
Como sair dessa?
Com a resposta de Jesus, ele garante a responsabilidade civil do cidadão no pagamento de impostos, que deve ser uma prática exemplar na sociedade, e ao mesmo tempo anula a adoração ao imperador, pois diz que a glória e o reconhecimento divino devem ser somente a Deus!! As palavras de Jesus atendem às duas responsabilidades que o povo de Deus tem.
A matéria de EXAME apresenta os fariseus e herodianos atuando modernamente e se mesclando, como osmose, nos mesmos protagonistas palacianos. Políticos que dizem ser evangélicos e evangélicos que querem ser políticos se ajuntam para burlarem o princípio de Jesus. Como? Fácil de entender!!
Ao burlarem as Leis do Estado que exigem o pagamento de impostos por parte das igrejas evangélicas recorrendo erroneamente ao Presidente para dar um jeito para não pagarem o que devem (cerca de 1,6 bilhões de Reais), não seguem o princípio da cidadania onde todos participam com os impostos pagos, e também não cumprem o mandamento de dar toda a glória a Deus, pois sendo atendidos assim por um político, esta glória será destinada a homens políticos que canalizarão dividendos políticos.
Na verdade, a matéria em foco determina que nem dão a César o que é de César, nem dão a Deus o que é de Deus. E ainda existem pastores, líderes e crentes que apoiam esta aberração de evangélicos descompromissados com os princípios da Palavra de Deus.
Agora podemos entender muito do apoio evangélico ao Presidente e como este alimenta, com os banquetes do rei, aos seus representantes.
Tenham uma boa reflexão.
Pr. Geraldo H A Santos