

Penso que, como Pastor da ICEB – Igreja Cristã Evangélica do Brasil, devo colaborar com os anseios da minha Denominação no que se refere aos caminhos para termos novas igrejas, plantadas de forma contínua, saudáveis, bem doutrinadas e que venham a ser o motor de uma visão revolucionária com respeito à expansão do Reino de Deus pela evangelização e pela retro-alimentação de novas igrejas plantadas em um ciclo virtuoso.
No próximo ano completarei 30 anos de Ministério Pastoral e estas reflexões advém desta experiência em campos de ministério desde o período de Seminário, pelos estágios experimentados em nossas igrejas denominacionais, até experiências missionárias, com impactos de curto tempo, nacionais e transculturais. Também, advém dos períodos de pastoreios locais na Regional de São Paulo e de colaboração nas diretorias regionais de MEAR – Mesa Executiva e Administrativa Regional, com mandatos de Presidente e Vice-Presidente e de Ministérios regionais, como o Missionário e o de Jovens, bem como colaborando como idealizador, coordenador e professor da extensão de ensino teológico CTM – Curso Teológico por Módulos plantada por nosso SETECEB – Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil em São Paulo, que por anos formou líderes e pastores para as igrejas locais e missionários para o campo, e a grata experiência de lecionar no IBB – Instituto Bíblico Brasileiro, quando este estava estruturado na nossa IC Paulistana, em São Paulo.
Assim, após estes anos e experiências, e já com 51 anos de idade, acredito que Deus concedeu-me a oportunidade de colaborar com uma de nossas igrejas locais (ICE Vila Santa Isabel, pr. Vardoeste Ferreira) na plantação de uma nova igreja na cidade de São Paulo, Zona Leste, numa comunidade do bairro Vila Antonieta, iniciada por meio de ação de impacto social pela igreja-mãe que, vislumbrando o crescimento rápido do número de atendidos, percebeu a oportunidade de ter ali uma igreja organizada.5
Desta forma, estamos há 2 anos cuidando daquelas almas tão preciosas para o Reino de Deus, processando neles uma metanóia para que sejam integrados à realidade do que é, de fato, participar do corpo de Cristo como igreja espiritual e como igreja local; de um lado celebrando a universalidade (1 Coríntios 12.27) e de outro engajando-se na justa cooperação de cada parte (Efésios 4.16).
Também discorrerei sobre as experiências pastorais nas Igrejas de ICE Franco da Rocha, ICE Chora Menino e ICE Jabaquara, todas em SP, no que interessa para análise da visão de preparação de uma igreja local para a evangelização e abertura de novos trabalhos, e darei especial destaque à experiência de evangelização após sair da ICE Jabaquara, e que vislumbrava a plantação de uma nova igreja. Inclusive, esta experiência resultou em promissor laboratório para a compreensão e consolidação das etapas do Projeto Base original e tratarei dos motivos que resultaram na sua descontinuidade, para suscitarmos reflexão crítica ao que chamo de burocracia regional no processo de plantação de novas igrejas em São Paulo.
É nesse contexto que a visão do PBPI para a ICEB – Projeto Base de Plantação de Igrejas para a Igreja Cristã Evangélica do Brasil, surge e cria formas, como a visão do homem macedônio de Atos 16.9.
É evidente que uma Denominação de dimensões continentais, com diversidades regionais e heterogênea em sua essência local, não pode pretender somente um método de plantação de igreja, correndo o risco, assim, de um engessamento das multiformes potencialidades que tem.
Entretanto, defenderei, convictamente, que não podemos abrir mão de um norte, de um referencial, mesmo que se nos apresentem os mais variados métodos e estratégias. Há uma necessidade de polarizarmos um caminho por, ao menos, uma década, contemplando desde uma proposta teórica duplicável até uma Secretaria Nacional com autonomia para gerir e canalizar os anseios que resultarão nesta guinada com relação ao que virei a propor.
Sim, estou afirmando que apresento um Projeto à ICEB, totalmente duplicável e viável para multiplicarmos simultaneamente novas igrejas plantadas que tragam consistência doutrinária, integração denominacional, visão multiplicadora e que não necessitem de nenhum investimento comprometedor que venha a se tornar uma bomba relógio de posterior manutenção financeira.
Este Prólogo não traz, neste momento, a apresentação de seções e capítulos completos, pois ainda não os tenho escrito. Por não querer esperar tudo ficar pronto na forma de livro é que venho compartilhar do desafio de publicar cada parte em real time. Usarei as mídias sociais Twitter e Facebook para a publicidade dos artigos, e meu Portal Kerigma (kerigma.code.blog) para o armazenamento destes, possibilitando, desta forma, as críticas e colaborações por comentários, o que ajudará muito na construção do pensamento proposto.
É certo que, como pastor denominacional, posso analisar criticamente o estado denominacional no que tange a Plantação de Novas Igrejas. Também posso apresentar métodos, estratégias e propostas que, respeitando as divergências, venham possibilitar um senso crítico público e contra-argumentos que discutem um fórum de debates, se assim convier. Ou, simplesmente, ser uma voz dissonante no emaranhado de boas intenções das mais variadas experiências de colegas de ministério. O que importa é não deixar passar a oportunidade de expressar a colaboração pretendida com esta visão.
Enquanto trabalho no campo, produzindo edificação de uma nova igreja na prática, começo a colaborar também na teoria com artigos banhados em temor e oração, e sedimentados nos princípios biblicos.
A intenção é suscitar reflexão honesta e coerente com os relacionamentos cultivados no bojo do respeito entre colegas de ministério sem abrir mão das convicções que me motivam nesta empreitada. Estou certo de que o processo deste trabalho será muito edificante e promissor para o Reino.
A Ele toda honra e glória!
Vosso conservo,
Pr. Geraldo H A Santos – pastor da ICEB