
O que parece ser apenas um trocadilho é, de fato, a essência da confusão que se alarga diante de nós, especialmente na recente história osmótica da política com a religião.
A política tem tudo a ver com a Pólis quando se trata de organização e administração. É necessária e propõe que todos os cidadãos sejam por ela alcançados e atendidos em seus diferentes seguimentos e carências.
Portanto, é crucial que pessoas com senso ético e moral se engajem nesta tarefa árdua e responsável de conduzir os recursos públicos para a satisfação da coletividade.
É daí que vem a expectativa de que evangélicos podem ser bons gestores da coisa pública, pois os temos como referencial de transformação de vida, atitudes e conceitos. Aliás, os tínhamos!!
Já há muito o termo evangélico se degradou perante a sociedade, em muitos segmentos e, mais intensamente, nos últimos pleitos, na política nacional e mundial.
As variáveis para isso são muitas, mas três são imperativas em vários casos, como:
1. PODER – alguns evangélicos acreditam piamente que se tiverem o poder de governar irão mudar o mundo por leis e decretos e conduzir o homem a Deus por políticas de Estado e de Governo.
2. INFLUÊNCIA – assim, acreditam que chegou a hora da igreja ocupar seu espaço na sociedade e pela influência uns ajudarem aos outros, criando políticas de auto-favorecimento e sectarismo cristão.
3. GANÃNCIA – é possível, mas muito difícil lidar com o pecado da ganância (que também é idolatria). Então, as facilidades para meter a mão nos recursos públicos para enriquecimento pessoal.
Enfim, os três desvios (poder, influência e ganância) produzem uma retroalimentação e causam o dano pessoal, público e religioso metastático.Alertar a sociedade sobre estes evangélicos politiqueiros é recriminado como julgamento alheio, perseguição e partidarismo, então eles ficam livres e enredando igrejas, cooptando pastores, arregimentando crentes para seu jogo de enganos e mentiras.Uma falsa sensação de pietismo e espiritualidade vem como nuvem sobre o debate com o propósito de inibir a exposição destes lobos e de não espalhar a vergonha que causam.
Mas, chega!! Precisam, SIM, ser desmascarados, apontados, expostos em seus maus governos e intenções. Se são evangélicos politiqueiros, mais ainda!! Um exemplo são as não poucas Igrejas Evangélicas do Rio de Janeiro que encobrem, abafam, escondem, se prostituem com toda sorte de desvios de seus representantes políticos. Poder, Influência e Ganância impregnaram-se em seus círculos religiosos e, quando deveríamos ter uma sociedade melhor, temos uma sensação de corrupção generalizada na política e em toda a sociedade!! Seus púlpitos são vendidos a personagens duvidosos e outros processados por toda sorte de desvios e corrupções. Há uma cumplicidade declarada em vários casos entre igrejas, líderes, crentes e essa corja de evangélicos politiqueiros corruptos e corruptores.
Não quero falar de outros segmentos religiosos que devem ter os seus próprios problemas. Estou falando, SIM, do meu segmento, sem medo algum de ser taxado julgador ou perseguidor político. Antes, uma voz no deserto, mas que deveria ter a adesão de vários outros que ainda se mantém de pé e que mantém cuidado para não cair na política.
Somos igualmente pecadores, certamente mais ainda em todos os sentidos, e me incluo nisso, bem como evangélicos políticos o continuarão sendo, mas chega desses evangélicos politiqueiros. Evidenciem seus nomes, pois eles têm até carteirinha de corruptos. Descolem deles e busquem a santidade espiritual e boa consciência na vida pública.
Geraldo Santos.